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Mostrando postagens com o rótulo Stella Maris Rosselet

Velha crônica

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  Passageira assídua dos “Uber” de Palmas, gosto de conversar com os motoristas. Incrível quantos assuntos surgem nessas minhas idas e vindas, nas inúmeras corridas, em que curto as lindas paisagens da nossa querida cidade. Outro dia, o papo descontraído foi sobre o desaparecimento dos jornais da nossa vida moderna. Aí, lembrei-me de uma “velha crônica” que escrevi em 2019, antes da pandemia. Voilà:   “-Ninguém mais lê jornal” Foi assim que Mariana, aquela menininha de 6 anos se expressou, ao escolher adesivos para colar no livro que eu lhe ofertara. Esse livro infantil, intitulado “Sweet Home”, apresenta, em cada página, o interior de uma casa, tipo sobradinho, com cômodos vazios. A diversão das crianças consiste em: - criarem móveis, com ajuda de moldes de plástico, postos à sua disposição. Depois, colocarem sobre eles adesivos especiais, para decorarem os ambientes como desejarem. Por fim, elas têm ainda a possibilidade de colar figurinhas de pessoas, que serão os moradores...

Feira dos sentidos e sensações

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  O que é uma feira? A origem dessa palavra, do latim “feria” significa: dia de festa. É a festa dos sentidos: a visão, o tato, o olfato, o paladar e a audição. Olhando, tateando, cheirando, degustando e ouvindo, encontramos ocasiões especiais que nos proporcionam alegria, gratidão. Está aí um evento curtido por tantas pessoas. Bom pararmos para pensar nisso:  - Deixamos, para trás o dia, às vezes difícil, as preocupações, para encontrarmos na feira, uma calma benfazeja, o sorriso de quem está de bem com a vida. Enquanto passeamos entre as diferentes barracas, vamos despertando os nossos sentidos e a nossa imaginação. Consumidores, vendedores se tornam “amigos”, de repente. Basta uma pergunta do comprador, a resposta do vendedor e surgem lembranças, conselhos, receitas. Pois bem, em quarenta episódios dinâmicos, num ambiente acolhedor, que aguçava os nossos sentidos, surgiu uma bela “Novela literária”, nas feiras de Palmas.  Seu propósito era promover a divulgação da cult...

Senescência

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  Senescência... Está aí uma palavra muito bonita, que vim a conhecer há uns 10 anos! Naquela ocasião, uma amiga da família, com quase 90 anos, sabendo do meu amor pelas palavras, me perguntara desafiadoramente se eu sabia o que era “senescência”. Nunca tinha lido ou ouvido falar, mas tinha uma vaga ideia, já que a palavra “senectude” me era familiar. Na Suíça há “Pro Senectude”, uma instituição que dá assistência aos idosos. Por via das dúvidas, procurei “senescência” no dicionário. Gostei muito, achei-a linda, melodiosa e, sem pestanejar, adotei-a para sempre! Desde então, “senescência” define muito bem a fase etária em que me encontro.  Com garbo, “senescência” substitui expressões bastante usadas e, às vezes pesadas, como: velhice, terceira idade, melhor idade, pessoa idosa... Senescência... O tom com que a falamos já inspira carinho, tranquilidade. É uma palavra que rima lindamente com “adolescência”... aquela fase encantada, longínqua, tão querida, que guardou seu fresc...

Vento inspirador

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A chegada do vento aqui em Palmas me traz muitas recordações. Lembro-me muito dele, com intensidade e nomes diferentes, nos diversos lugares por onde passei, por onde vivi. Lembro-me dele na Bíblia, nas obras literárias lidas, em títulos de livros, filmes ou como “personagem” de romances famosos. Lembro-me dele nas músicas e poemas que curti, desde a minha tenra infância. Nesse emaranhado de recordações destaca-se aquela madrugada, há alguns anos, quando fui surpreendida pela impetuosidade e impressionante barulho do vento “tocantinense”. Parecia que o nosso prédio iria desabar ou simplesmente voar... De manhã, ao me levantar, abri a janela e saí do quarto. O vento continuava bem forte, mas o sol amigo generoso, dissipara meus receios noturnos. Quando voltei ao quarto, achei um pedacinho de papel, caído no chão, perto da janela. Não havia nada escrito nele, mas num cantinho, estavam as palavras “Pequeno Príncipe” e uma singela imagem do próprio. Via-se que o papel tinha sido cortado cu...

Araras amadas

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  Que o Tocantins é lindo, todos sabemos! Nós, privilegiados, que aqui moramos, não perdemos nenhuma oportunidade de cantarmos suas belezas. Isto é uma prova de amor! O que dizer sobre as araras que cruzam o nosso céu, deixando-nos embevecidos, admirando seus voos? Sempre aos pares, tagarelando. Ao vê-las diariamente, dou asas à minha imaginação que me faz mergulhar nas incontáveis lembranças que venho colecionando ao longo dos meus anos. Dentre essas recordações, há algumas, em que as araras estiveram presentes na minha história. Quando tinha dezoito anos, como professora primária recém-formada, fui lecionar no sítio Bairro do Macuco, perto de Assis, minha cidade natal, no Estado de São Paulo.  Lá, na humilde casa onde me hospedava havia uma arara vermelha. Coitada: ela não voava, só pulava ou andava. A dona da casa me dissera que alguém tinha cortado as asas da arara para que ela não fugisse.  Era linda aquela arara, mas não gostava de mim. Cada vez que me via, corria n...

Paz... depois da tormenta

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Paz... depois da tormenta Esbaforida ela chegou na sala daquela empresa onde seriam feitas as provas para o cargo que desejava. Começara mal o dia: não ouvira o despertador, enfrentara um trânsito denso, chuva forte. Tudo isso concorrera para sua chegada tumultuada naquela sala enorme, onde já estavam todos os demais concorrentes. Deu uma olhada ao redor e pareceu-lhe que todos estavam calmos. Só ela, com aquela angústia, aquele nó na barriga, aquele medo de enfrentar a temível redação que lhes iriam propor. Os participantes foram divididos em quatro grupos e cada um deles recebeu um tema diferente, baseado só em palavras: 1. Felicidade – 2. Amor –3. Saúde - 4. Paz. Isso a assustou mais ainda pois, na escola, estava acostumada a redigir, tendo textos de apoio, figurinhas, poemas, enfim, dicas que a ajudassem a pensar. Ficou com as mãos geladas. Se tivesse que escolher talvez fosse até mais fácil. Caiu com o tema: PAZ . Gente! Uma palavra tão pequena, tão fácil de escrever, só três letr...