Os delírios de um cortejador de fantasmas
Venho de um mergulho prolongado nas catacumbas iluminadas, poéticas e transcendentais da literatura. Emerjo dessa etérea matéria e, em profundo hausto, me poluo dessa névoa espessa e cegante a que chamamos realidade. Essa visita às catacumbas literárias teve como guia pelos insondáveis (des)caminhos a poética de Ronaldo Coelho Teixeira, materializada na obra Cortejador de fantasmas . A alquimia de Ronaldo, feito mestre das retortas, conseguiu destilar das visões etéreas e eternas de mestres da literatura a essência – éter sutil – das visões poéticas ou proféticas com que tais escritores e poetas desconstruíram, reconstruíram, ressignificaram o mundo na dureza inefável das palavras. No mergulho que fiz me fui inoculando das essências de escritores tantos entre os quais alguns não conhecia, como Lúcio Cardoso e outros que já me habitavam, como Clarice Lispector e Jorge Luis Borges, nesse habitar que nos amplia os universos que vivemos, inventamos, (d)escrevemos. Confesso que foi vi...