A exemplar Canoinhas
Há uma Ciência da Literatura, conhecida como Crítica Literária. E há uma Moral sobre a Literatura que deveria ser batizada por Novus Index Prohibitorum Contemporaneum (NIPCon) . Eu que odeio siglas, por achá-las uma preguiça da língua, vou-me permitir uma exceção. Conste-se o NIPCon. A Ciência da Literatura tem suas fogueiras. O NIPCon muito mais. Ambos só têm existências atiçando chamas e atirando achas à fogueira. Outro dia, queriam o Itamar na fogueira, acusando-o de anacronismo estilístico, caducada originalidade e clichê pelo retorno a uma narrativa regionalista. Também, na França, crivaram o jovem escritor Louis Édouard pelo uso de experiências pessoais, das violências domésticas, pelos sofrimentos recebidos por ser gay, de usurpar o status de romancista reconhecido. A Crítica edifica suas fogueiras, borrifa suas águas bentas e sutiliza seus manuais de exorcismo. Felizmente, a criação literária, para ser genuína, ocorre longe do seu alcance. Poetas, contistas, roma...