A pátria de chuteiras (penduradas)
Nem com orgulho, nem tanto com constrangimento, me reconheço entre os milhões de brasileiros que vestem a carapuça ufanista de alguém nascido no “país do futebol”. Sou um dos tantos que fecha – de vez em quando – os olhos pras injustiças, trambiques e politicagens do mundo da bola para se embriagar sem culpa no prazer cego de ver a pelota rolando, embalado pelos gritos estridentes de algum narrador afetado. Nessa Copa, a despeito de todas as questões geopolíticas e migratórias, de uma guerra a pleno vapor e das ações fascistoides do presidente mais escroto (dentre tantos presidentes escrotos) que já vimos nos E.U.A, aponto o meu olhômetro para uma questão mais doméstica, que intriga a mim e, aparentemente, a muitos que ainda se prestam a torcer pela Seleção Canarinho: afinal, por que tanta gente ainda acredita em Neymar? A escalação do jogador de pôquer entre os 26 convocados para defender a Seleção Brasileira foi um verdadeiro espetáculo que oscilou entre o mambembe e o pirotécn...