A Jatobá
Todo dia é dia de alguma coisa. E um dia desses foi o Dia Nacional da Cachaça. Vi isso e me lembrei que meu pai gostava de presentear seus amigos com um litro de cachaça. Pois é. Mas não era qualquer cachaça, era a Jatobá, o aguardente mais especial, tipo exportação, de Penalva, cidade do interior do interior do Maranhão e adjacências. Essa cachaça era vendida nas melhores mercearias da cidade e nas pequenas casas de vender fumo, arroz e farinha. O negócio dos meus pais estava entre esses dois. Mais para o segundo, para ser sincero. O lugarejo que fabricava a Jatobá levava o mesmo nome. Mas nunca cheguei a conhecer. Ficava mesmo era sentado num banco de madeira próximo ao balcão com os pés ao ar, sentindo o frescor da cana passar, acompanhando o bafo dos apreciadores da branquinha. Deixava de balançar os pés e às vezes me tornava garçom, maître, desse objeto de desejo tanto pelos que têm dinheiro quanto pelos que não têm. Minha mãe me afastava e assumia o posto. Para ela os bêbad...