Um Saramago por um amor canino
Minha história com bichos é extensa como a minha incompreensão diante do mundo dos homens. Testemunha atenta das maldades e descasos para com os primeiros pelos segundos, já nem conto quantas vezes meu coração ardeu frente a atos vis e cruéis, especialmente contra caninos e felinos. Sempre gostei de bichos. Todos, sem exceção. Sou capaz de sentir pena até de uma mosca. Sei, mosca não é bicho, é inseto. Mas como um inseto que penso sermos todos nós, ditos humanos, na grande teia da vida que, uma hora, manda a Viúva-Negra nos cortar o fio da vida. Assim, hoje, temos em casa um casal de papagaios verdadeiros, o Gabo e a Hilda, dois cães, a Estrela e o Pretinho, este, visitante incansável por meses do portão de casa em que fez morada vigilante e, depois, todos em casa enternecidos, não fizemos outra coisa: o pusemos para dentro. E a Caetana, gata amorosa (do jeito de gato, ou seja, cagando e andando para nós, humanos). Esta, gata-presente porque quando trouxe a família de Gurupi para...