Dia do Trabalho
Crônica para mim é assim: necessidade de escrever. Às vezes, a ideia vem sei lá de onde, motivada por sei lá o quê, de um acontecimento ou notícia lida rapidamente e eis que vem a urgência: é preciso escrever. E surge tão natural, sem muita preocupação estética, apenas pelo dever dizer, mesmo que esse dever soe banal, gratuito, sem qualquer questão que mude o curso da humanidade. Como a escrita demanda tempo, muitas as ideias morrem. No final do dia, como saber a urgência que motivava a escrita na manhã? Perdeu-se entre as chamadas demandas ditas sérias, aquelas de que se ocupam as pessoas da classe trabalhadora. Prometi uma crônica para o Dia do Trabalho. Disse que estava preparando, afiando a foice e o martelo. Afiei? Muitas questões a motivaram durante a semana, mas o tempo... Uma coisa é o escritor profissional, que até bate ponto diante do computador ou do papel. O outro é o que escreve quando surge a convergência entre a muita vontade, o tema e, principalmente, ...