Tempo Perdido
Durante muito tempo duvidei da existência de seres interplanetários. Depois, mudei a percepção e, embora sem nenhuma prova robusta, tenho convicção de que eles existem. O que alterou meu entendimento foi uma conversa com um amigo, de São João do Araguaia, no Pará. Ele contou de um avistamento que presenciou e exigiu segredo. Imediatamente, assegurei: – Sou um túmulo! O beiradeiro confidenciou-me que, na madrugada, pescava com dois amigos no encontro dos rios Araguaia e Tocantins quando uma luz branca brilhou sobre eles. A água vibrou como gotas saltitantes e, aterrorizados, eles mergulharam e se esconderam entre os sarãs. Minutos depois, a luz se apagou e os três retornaram para a canoa. Sem entender o que se passava, remaram até dois outros pescadores, um pouco adiante. Os homens falavam sobre o estranho fenômeno no momento em que o aparelho se iluminou acima deles. As luzes refletiam cores tão variadas que eles ignoravam os tons e os matizes. Um dos pescadores atirou para...