Morreu. Morreu? Morreu. Tô te dizendo. Mas morreu, morreu mesmo? Morreu. Cutuca aí pra ver se morreu mesmo. Olha. Aqui. É. Morreu mesmo. Tô te dizendo. Mas quem é? É alguém importante. Importante? No conozco. Todo mundo é importante para alguém. Fale por sua conta. Tem gente que não vale o pau que chupa. Baixou o nível. Perdão. Mas quem é? Não sei. Importa saber? Talvez. Morre tanta gente todo dia. É. E se fosse tu? Mas não é. E “e se” não existe. E é? É. E agora? Morreu, enterra. Choro? Chora, por via das dúvidas. Putz, tá chorando mesmo. Tu conhecia? Preciso conhecer para chorar? Não sei. Mas é triste mesmo. É. Mas não é de soluçar. Às vezes merecia. Merecia? Merecia morrer ou as lágrimas? Vou nessa. Vamos! Tá. E o morto? Que morto? Já foi. Vivo te dizendo isso: morreu, morreu. E o algortimo? Ah, vá!