Morreu. Morreu? Morreu. Tô te dizendo. Mas morreu, morreu mesmo? Morreu. Cutuca aí pra ver se morreu mesmo. Olha. Aqui. É. Morreu mesmo. Tô te dizendo. Mas quem é? É alguém importante. Importante? No conozco. Todo mundo é importante para alguém. Fale por sua conta. Tem gente que não vale o pau que chupa. Baixou o nível. Perdão. Mas quem é? Não sei. Importa saber? Talvez. Morre tanta gente todo dia. É. E se fosse tu? Mas não é. E “e se” não existe. E é? É. E agora? Morreu, enterra. Choro? Chora, por via das dúvidas. Putz, tá chorando mesmo. Tu conhecia? Preciso conhecer para chorar? Não sei. Mas é triste mesmo. É. Mas não é de soluçar. Às vezes merecia. Merecia? Merecia morrer ou as lágrimas? Vou nessa. Vamos! Tá. E o morto? Que morto? Já foi. Vivo te dizendo isso: morreu, morreu. E o algortimo? Ah, vá!
Carnavais
Mais uma vez, estamos em pleno Carnaval. É assim mesmo, com maiúscula. Se você buscar na Wikipedia, vai receber a informação de que Carnaval é uma festa do cristianismo ocidental que ocorre antes da quaresma. A informação é só meia verdade. A verdade é que o cristianismo copiou ou suportou essa festa pagã e muitíssimo popular, que fazia furor nas Saturnálias, festa em homenagem ao deus Saturno. Tinha até a eleição de um falso rei (sempre um plebeu), semente histórica do nosso Rei Momo. Durante o período da Saturnália, todas as relações sociais eram invertidas: lautas mesas eram colocadas à disposição do povão, que tinha muitas regalias reservadas, em tempos normais aos nobres e ricos. E reinava o rei plebeu. No Brasil, o Carnaval seguiu a tradição do original, a Saturnália, com eleição de Momo, que se adorna com rico manto, coroa e cetro, enquanto comanda a folia; o povo tem liberdade fora de todas as medidas dos tempos “normais” e vemos homens fantasiados de mulher, mulheres...



Né? Não sou coveiro...
ResponderExcluir