Morreu. Morreu? Morreu. Tô te dizendo. Mas morreu, morreu mesmo? Morreu. Cutuca aí pra ver se morreu mesmo. Olha. Aqui. É. Morreu mesmo. Tô te dizendo. Mas quem é? É alguém importante. Importante? No conozco. Todo mundo é importante para alguém. Fale por sua conta. Tem gente que não vale o pau que chupa. Baixou o nível. Perdão. Mas quem é? Não sei. Importa saber? Talvez. Morre tanta gente todo dia. É. E se fosse tu? Mas não é. E “e se” não existe. E é? É. E agora? Morreu, enterra. Choro? Chora, por via das dúvidas. Putz, tá chorando mesmo. Tu conhecia? Preciso conhecer para chorar? Não sei. Mas é triste mesmo. É. Mas não é de soluçar. Às vezes merecia. Merecia? Merecia morrer ou as lágrimas? Vou nessa. Vamos! Tá. E o morto? Que morto? Já foi. Vivo te dizendo isso: morreu, morreu. E o algortimo? Ah, vá!
Senescência
Senescência... Está aí uma palavra muito bonita, que vim a conhecer há uns 10 anos! Naquela ocasião, uma amiga da família, com quase 90 anos, sabendo do meu amor pelas palavras, me perguntara desafiadoramente se eu sabia o que era “senescência”. Nunca tinha lido ou ouvido falar, mas tinha uma vaga ideia, já que a palavra “senectude” me era familiar. Na Suíça há “Pro Senectude”, uma instituição que dá assistência aos idosos. Por via das dúvidas, procurei “senescência” no dicionário. Gostei muito, achei-a linda, melodiosa e, sem pestanejar, adotei-a para sempre! Desde então, “senescência” define muito bem a fase etária em que me encontro. Com garbo, “senescência” substitui expressões bastante usadas e, às vezes pesadas, como: velhice, terceira idade, melhor idade, pessoa idosa... Senescência... O tom com que a falamos já inspira carinho, tranquilidade. É uma palavra que rima lindamente com “adolescência”... aquela fase encantada, longínqua, tão querida, que guardou seu fresc...



Né? Não sou coveiro...
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